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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cidade à beira-mar esquecida: Brighton

Andar em Brighton é um passeio bizarro e nostálgico. 

Temos as casas de arquitectura clássica da altura da Regência Britânica estoicamente viradas para o mar. Temos os piers ou paredões dispostos pelo mar dentro repletos de máquinas de jogos, luzes e todo o tipo de carrosséis e montanhas-russas.

Para mim a essência da cidade está naquela primeira-linha do mar e aquela praia. Praia essa feita de pedras enormes que não podem ser confortáveis. Agora consigo perceber porque é que os ingleses chegam aqui à praia de Matosinhos e pensam que até é alguma coisa em condições (tenho alguma dificuldade em respeitar a praia de Matosinhos desde que involuntariamente nadei com um penso higiénico em 1997).

Mas atenção, não estou de forma nenhuma a desdenhar a praia inglesa, há algo de encantador naquela visão áspera e heterogénea. Apesar de ser um bocado penoso caminhar por cima daquilo, pessoalmente adorei e tenho agora a parte debaixo dos pés muito lisinha. 

Temos ainda lojas hipster por toda a parte. Muito barzinho da moda, muito rapaz com bigodinho e cabelinho à foda-se. Há ainda muito bom vinil e muita arte mas claro, tudo caro para os bolsos de uma portuguesa pobre.

Apesar de tudo o que tem para oferecer, Brighton deixou em mim um sentimento de nostalgia. É uma cidade com interesse no futuro mas que não consegue (nem quer) abanar as fortes impressões do passado.



Há qualquer coisa de cidade esquecida à beira-mar em Brighton e é isso que a torna inesquecível. 

Apertei as mãos com um céu nublado, trauteei Smiths enquanto a conhecia e disse adeus a um pôr-do-sol magnífico. Não podia pedir mais a esta encantadora cidade. 

[Sem querer soar muito dramática (mas já soando)] - Até sempre Brighton e obrigada.

domingo, 8 de setembro de 2013

White Circus

 
Braga, Noite Branca, 07/09/2013 

And then there was yodeling Elaine the queen of the air who wore a dollar sign medallion
And she had a tiny bubble of spittle around her nostril and a little rusty tear
For she had lassoed and lost another tipsy sailor

Tom Waits

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Às vezes sou um bocado burra.

Hoje em seguimento de uma conversa com um amigo que esteve na África do Sul perguntei-lhe, isto depois 

dos meus pais terem gasto dinheiro para me pôr a estudar, se - atenção a isto -

...se ele quando lá esteve viu o apartheid.  

O apartheid.

Assim como quem vai ver a Torre Eiffel.

E depois calei-me para sempre. 


domingo, 1 de setembro de 2013

Everyday Is Like Sunday

 Matosinhos, 01/09/2013

This is the coastal town that they forgot to close down
Armageddon - come Armageddon! Come, Armageddon! Come!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Wabi-Sabi

Eu e as minhas ocasionais colisões com as animações do Studio Ghibli.


Do you know? The speed at which cherry blossoms fall… 5 centimeters per second. At what speed must I live... to be able to see you again?

Byôsoku 5 senchimêtoru (5 Centimeters Per Second), 2007

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Benfica XXX



Compreendo que a causa é boa e não quero de maneira nenhuma soar insensível mas vi isto ontem à hora de jantar com a televisão quase sem som e a minha mente divagou um bocado.

Por momentos entrei em pânico porque achei que estava na cozinha a jantar com os meus pais e sem nos apercebermos estávamos todos a assistir ao começo de um filme que consistia num gangbang exclusivamente feito de benfiquistas.

Este é na verdade o meu quarto pesadelo mais recorrente. O primeiro é o Duque de Bragança a assar morcelas no banco de trás. 


domingo, 25 de agosto de 2013

Está Tudo Iluminado



Sinto-me um bocado estúpida por só ter visto este filme em 2013 e por todas as vezes que a capa do filme me passou à frente e mentalmente ter dito 'este fica para a próxima, hoje acho que vou ver aquele romance de época outra vez'.

'Everything is Illuminated' é a viagem completa. Desde os altos da grande comédia numa mistura de personagens bizarras num clash entre inglês, ucraniano e russo, até aos momentos mais tocantes e tristes que não conseguem deixar ninguém indiferente.


Ri muito, chorei um bocadinho (um bocado demais) e recomendo muito.

Antes de ver este filme andava a perguntar-me onde é que andam os filmes indie-quirky deste ano (juro que não sei o que faça, não sei se é por culpa dos chineses, não encontro aquele pequeno filmezinho independente meio escondido para me alimentar o ego pseudointelectual) mas para já não vou fazer grande alarido.



Para os indie-flicks deste ano fica a promessa 'Prince Avalanche'. Tem o Paul Rudd, o que poderia à partida implicar um filme de comédia merdosa, mas sinto que desta vez não é o caso. Aliás, sinto que é desta que o Paul Rudd faz um papel de jeito e não aquelas personagens do costume que parecem aquelas bolachas dietéticas que sabem a esferovite. 

Não que eu alguma vez tenha provado esferovite. Isso seria estúpido e levemente demente.