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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

12 Anos Servente

Sabes que já estás melhor da tua figadeira (resultado de uma orgia alimentar ou num termo mais prosaico, de lanchinhos) quando já tens ânimo suficiente para ver e achares graça a um vídeo chamado:

"12 Anos Servente"- A história do deputado raptado e obrigado a trabalhar

E agora com licença que vou ali beber o meu terceiro garrafão de chá de camomila de hoje. Ciao aí.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Her

Vi o filme Her há algumas semanas atrás e ainda me acompanha para trás e para a frente. É um tumulto de emoções oferecido em repetidas bandejas repletas de prazeres visuais. A sério, Spike Jonze, adoro-te. E ao Joaquin Phoenix também porque bem, nada seria o mesmo sem o Joaquin Phoenix. Especialmente quando ele aparece de bigode a encetar uma relação amorosa com um sistema operativo futurista com a voz da Scarlett Johansson, que constrói consciência e emoções complexas. E vocês perguntam - o que é que estás a dizer? - e eu respondo - exacto. Aqui estão os ingredientes para a mais linda e improvável história de amor dos últimos tempos. 





Theodore: Sometimes I think I have felt everything I'm ever gonna feel. And from here on out, I'm not gonna feel anything new. Just lesser versions of what I've already felt.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

About Time

Olá 2014.

Viajei por longas montanhas e perigosos pântanos para vos trazer a notícia: ainda há filmes românticos que merecem ser vistos. Senhoras e senhores:


É tão bom que desta vez nem precisam de mentir e dizer que não viram.

A banda-sonora é perfeita para o filme e encontro-me a ouvir esta música cantada em italiano por um gajo também italiano com uns óculos estranhos chamado Jimmy Fontana. E já lá vão mais de 20 minutos.

Il mondo by Jimmy Fontana on Grooveshark

Jimmy Fontana. Jimmy. Fontana. E é maravilhoso.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço de 2013

Nunca acreditei nas grandes e absolutas resoluções de vida. No que toca às pequenas e irrelevantes resoluções aí sim, podem contar comigo.
Tenho uma lista bastante insignificante sobre hábitos do meu quotidiano em que estou medianamente determinada a mudar.

1 - Utilizar menos emoticons para justificar a minha falta de disponibilidade emocional.
2 - Espalhar menos pity-likes no facebook.
3 - Usar menos o facebook.
4 - Andar mais a pé.
5 - Evitar dizer menos piadas secas (não vou conseguir, faz parte de mim e acho que devo abraçar esta parte da minha personalidade).
6 - Tentar ser mais organizada e não perder todos os meus pertences por tudo o que é sítio.
7 - Tentar falar português durante as primeiras horas matinais.
8 - Acordar a horas decentes e aproveitar o dia.
9 - Formatar o meu computador.
10 - Não encher o meu disco com episódios da série Nikita.
11- Sair a horas de casa.
12 - Comer menos rissóis.
13 - Abordar com menos frequência o assunto “anões’ durante uma conversa.
14 - Usar mais vezes o creme hidratante depois do banho quando é Inverno e está frio.
15 - Não perder bilhetes para concertos.
16 - Ir a menos concertos e poupar dinheiro.
17 - Ver o que posso fazer em relação à resolução número 16.
18 - Abraçar a glória de estar vivo. 

Tentei fazer um Top de coisas que gostei este ano mas não consegui. O ano é tão longo e ouves e vês tanta coisa que é difícil. No entanto posso dizer que passei parte do meu ano a ouvir o álbum dos Foxygen e Phosphorescent. O final do ano pertenceu à minha obsessão pelos Arcade Fire. 

Quanto a concertos que vi este ano, guardo como especiais o concerto de Explosions in the Sky e Daniel Johnston no Primavera Sound e de Sigur Rós no Coliseu do Porto. A habilidade da música para nos transportar para outras dimensões é algo que nunca me vai deixar de surpreender.




Para finalizar, várias imagens houve que marcaram este ano de 2013. Umas fantásticas, outras terríveis. Comigo e de forma totalmente involuntária, ficou esta. Fantástica e terrível. 



Um generoso 2014 é o que desejo a todos. Sejam bons, sejam honestos e sejam fortes. Boa sorte.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Memórias de um lugar querido


O fundo do corredor da casa dos meus avós. A porta está aberta. Aproximo-me da janela da entrada e vejo o rio por entre as telhas do 3º andar. Olho para a direita e vejo as escadas que dão para o sótão. O sótão tem uma porta pequenina, agora fechada mas onde o meu avô costumava sentar-se a arranjar as canas de pesca e os utensílios para o barco de madeira que ele tinha, o Faísca. Por cima da minha cabeça, a rola da minha avó continua a cantar.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

La Double Vie de Véronique


[A]: Please... Tea with lemon? And one coffee.
[V]: Have you been waiting long?
[A]: 48 hours. Maybe longer. It was worth it. I have to apologize.
[V]: For what?
[A]: I was afraid you wouldn't come.
[V]: I was afraid you wouldn't be here.
[A]: I had to be here. I would have waited for you. Two more days...or three. I wanted to be sure....I wanted to see if it was possible.
[V]: Be sure of what?
[A]: Whether it was possible...psychologically.
[V]: If what was psychologically possible?
[A]: Since you're here, you must know that I write children's books. But now I want to write a book...a real book. In this book there's a woman...a woman who responds to the call of an unknown man. So I wondered whether that was possible.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Temporais kármicos

É sempre surpreendente aperceber-me do elevado poder de catarse que as imagens do povo nórdico durante os temporais tem sobre mim. 

Observá-los atentamente a fazer figura de ursos nas ruas é para mim uma questão kármica e exerce sobre a minha pessoa uma grande sensação de vingança psicológica. 


Por fim, tudo acaba e volto à realidade do salário mínimo nacional de 485 euros.